Uma história real e verídica* que me voltou a mente essa semana, apesar de eu nunca tê-la esquecido.
Quando estava na 8° série meu grande sonho era ingressar num curso técnico, pois assim poderia estudar em uma boa escola pública. Eu já tinha tudo em mente: fazer um curso técnico de química, porque desde que eu abandonei precocemente (aos 5 anos) minha carreira de bailarina, eis o que eu queria ser: cientista!
Minha mãe confiou no meu sonho e com MUITA dificuldade me matriculou num cursinho pré-vestibulinho. Cursinho de militares, cheio de regras de comportamento, vestuário e postura...

Eu acordava muito cedo prá ir à aula, atravessa a cidade em ônibus lotados, e depois de assistir as aulas no período da manhã seguia direto para a escola, fazendo todo o percurso de volta, sem tempo para almoçar. Lembro dos lanches que minha irmã caçula preparava e me entregava na entrada da escola.

Escola pública da periferia. Eu era a melhor aluna da minha série e me lembro que não havia aulas para o ensino médio durante o dia, e a maioria dos meus colegas se preparava para trabalhar e estudar a noite no ano que se seguiria.

Era portanto, apesar da pouca idade, um ano importante em nossas vidas, e eu era uma aposta alta para minha mãe, ela me deu credibilidade e confiança, me deixava sonhar e realizar um futuro diferente.
Já os alunos do cursino eram bastante diferentes daqueles da escola, muitos estudavsm em escolas particulares e seus pais os esperavam de carro na saída da aula, entre todos havia uma grande parte que não sabia o que fazia ali... eu sabia.

Demorei um tempo prá me enturmar, e antes que isso acontecesse conheci uma galera que não iria se tornar a minha. Lembro-me que eu me sentia envergonhada quando nos dias chuvosos chegava com barro sob os sapatos, porque naquela época o bairro onde eu morava ainda não era asfaltado. Na escola esse era um fato comum, mas lá minha cadeira era a única que tinha aos seus pés o chão sujo de terra... e não era por falta de tentar limpar os sapatos no caminho até lá.

Os garotos faziam piadas, riam, sempre se dirigam a mim em tom de chacota... o mais exaltado de todos se chamava Murilo (por quê será que me lembro do seu nome?!). E um dia ao ficarem falando maldosamente da minha camiseta furada, me senti impelida a ir embora antes do final de todas as aulas. Eu precisava chorar sem ser vista.

No final daquela tarde, quando minha mãe chegou do trabalho, contei à ela o que havia acontecido, e ela não passou a mão na minha cabeça ou me abraçou, sem pestanejar me deu uma bronca, "pois eu havia perdido aulas enquanto todos os outros continuaram na sala". Minha mãe e sua sabedoria empírica, no alto dos seus 35 anos!

Ela não se lembrava dessa história, e ontem conversando nós duas e minha irmã, no meio de risadas e com intervenções da Denise como "ERA FODA MESMO", minha mãe me disse sorrindo e com um olhar sereno: "eu não podia colocar você no colo naquele momento, você precisava de coragem para continuar", e encheu a boca para falar: "até porquê, apesar de tudo, você estudava no mesmo lugar que eles."

Eu não sei o que aconteceu com o Murilo e nem com os outros, mas eu passei bem na prova para o curso de química, e no ano seguinte estudava em período integral numa das melhores escolas de Campinas.

Acho que esse foi meu primeiro grande passo na vida. E como motivo de orgulho e até como símbolo de uma predestinação, foi dado com lama sob os pés, para quem É hoje uma CIENTISTA GEÓLOGA!
Eu também não acredito... ainda mais dependendo de quem fez!

Adão Iturrusgarai

A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

(Quintana in “A cor do invisível”)

Parabéns para o homem que nos enche de presentes!!!!!


06/03/2007
O deus de Macondo

Hoje completa 80 anos o prêmio Nobel Gabriel García Márquez, autor de "Cem Anos de Solidão"

Winston Manrique
Em Madri


Deveria chamar-se Olegário. Acabavam de tocar os sinos da missa das 9h quando os gritos da tia Francisca abriram espaço entre o ruído do aguaceiro enquanto corria pelo corredor: "É homem! É homem! Corram que se afoga!" E novos gritos envolveram a casa. Uma vez libertado do cordão umbilical enrolado no pescoço, as mulheres correram para batizar o menino com água benta. A primeira coisa que lhes veio à cabeça foi chamá-lo Gabriel, pelo pai, e José, por ser o patrono de Aracataca. Ninguém se lembrou do santo do dia. Do contrário, teria se chamado Olegário García Márquez.


AFP

Para García Márquez a história de seus pais é a que não o deixará cair no esquecimento

Naquele domingo, 6 de março de 1927, Aracataca celebrou a chegada do primogênito de Luisa Santiaga e Gabriel Eligio. Mas na realidade para os "cataqueiros" tinha nascido o neto de Tranquilina Iguarán Cotes e do coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía - os avós maternos, com quem ele se criou até os 8 anos, em uma terra coberta de bananeiras sob o sol impiedoso do Caribe colombiano. Foi um menino num casarão de mulheres, amordaçado pelas crenças de além-túmulo da avó e as lembranças de guerras do avô - os anos das vivências que o tornaram universal em 1967, quando publica "Cem Anos de Solidão". Apesar de ele acreditar que a história que não embotará seu nome no esquecimento é a de seus pais, recriada em "O Amor nos Tempos do Cólera".

É a história real onde tudo começa. A dos felizes amores contrariados que há 80 anos transformaram Gabriel José García Márquez no primeiro de sete homens e quatro mulheres, e que daria vida a tantas coisas.
UM ESCRITOR Foi sua avó quem lhe permitiu descobrir que ia ser escritor? "Não, foi Kafka, que, em alemão, contava as coisas da mesma maneira que minha avó. Aos 17 anos, quando li 'A Metamorfose', descobri que ia ser escritor. Ao ver que Gregorio Samsa podia despertar certa manhã transformado num gigantesco inseto, disse a mim mesmo: 'Eu não sabia que era possível fazer isso. Mas se é assim, escrever me interessa", contou o autor a Plinio Apuleyo Mendoza, em "El Olor de la Guayaba".

UM JORNALISTA Começou no diário "El Universal" de Cartagena de Índias em 1948, continuou no "El Heraldo" de Barranquilla e depois no "El Espectador", de Bogotá. Ryszard Kapuscinski disse: "Embora tenha uma enorme admiração por suas novelas, considero que a grandeza de García Márquez se baseia em suas reportagens. Suas novelas provêm de seus textos jornalísticos. É um clássico da reportagem com dimensões panorâmicas, que tenta mostrar e descrever os grandes campos da vida ou dos acontecimentos. Seu grande mérito consiste em demonstrar que a grande reportagem também é grande literatura".

UM MUNDO "Essa vontade unificadora é a de edificar uma realidade fechada, um mundo autônomo cujas constantes procedem essencialmente do mundo da infância de García Márquez. Sua infância, sua família, Aracataca constituem o núcleo de experiências mais decisivo para sua vocação: esses demônios foram sua fonte primordial", escreveu Mario Vargas Llosa em "Historia de un Deicidio".

UMA LINGUAGEM "É como se a linguagem fosse feita para contar histórias, para mudar o mundo aterrorizante, para mergulhar o homem, sem que o perceba, nos vales confortáveis do sonho. Como se fosse um grande caleidoscópio que mostrasse a realidade dos cacos coloridos, mas organizados em encaixes vistosos, mágicos, cambiantes, multiplicados pelos espelhos enganosos", explicou Ricardo Escavy Zamora, da Universidade de Murcia, no congresso Quinhentos Anos de Solidão.

UM ESTILO Carlos Monsiváis considera que "em seus livros clássicos se extrema uma certeza: graças à beleza do idioma - a perfeição de seu som, a sucessão de frases 'imelhoráveis' -, os fatos adquirem outro relevo, são relatos que, se não se dão com essas palavras, se transformam em algo diferente. Para García Márquez, escrever bem não é uma exibição de dons estilísticos; é acrescentar a noção épica do idioma às épicas existentes".

MACONDO O território literário onde transcorre grande parte de sua criação é citado pela primeira vez em 1955, em "Monólogo de Isabel Fazendo Chover em Macondo". Mas sua fama chega em "Cem Anos de Solidão": "Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos".

OS BUENDÍA É a estirpe protagonista de sua obra mais famosa. "Nenhum deles é vulgar. Levam pregada nos rostos a irremovível máscara da singularidade. E, talvez por causa de seu desempenho cênico, têm cravada no peito a lança da solidão. Ávidos e legendários, amam-se entre si quando a luxúria do vizinho não sacia seu desejo. São eles o princípio da lenda. ... Na bagagem de cada um, desde Úrsula até o último dos Buendía, concentram-se maravilhas, prodígios, milagres", disse Nélida Piñon.

"CEM ANOS DE SOLIDÃO" Depois de um ano e meio de escrita, sua primeira edição aparece em 30 de maio de 1967 pela editora argentina Sudamericana. "Sua situação é paradoxal quanto à história de Macondo, que dura cem anos: atravessa todas as idades da Terra, desde o pré-histórico até o Apocalipse. História e mito se entrelaçam e o paradoxal se carrega de valor paradigmático", esclareceu Marta L. Canfiel, da Universidade de Nápoles, no congresso Quinhentos Anos de Solidão.

INOVADOR A conquista de novos territórios literários é resumida por Carlos Fuentes: "Não só reunia em um feixe as grandes tradições da literatura hispano-americana - mito de fundação, épica de destruição, história de recriação - como, magistralmente, generosamente, demonstrava a compatibilidade dos gêneros de uma época de seca literária determinada pela ditadura do 'nouveau roman' francês, empenhado em transformar a literatura em deserto".

UNIVERSALIZAÇÃO DO BOOM "A novela hispano-americana não saiu realmente para o mundo até depois da segunda metade da década de 60, a partir do triunfo escandalosamente sem precedentes de 'Cem Anos de Solidão'", lembra José Donoso em "História Pessoal do Boom".

REALISMO MÁGICO Apesar de terem lhe chamado de pai do realismo mágico, a verdade é esclarecida por Piedad Bonnett: "O que acabava de fazer - valer-se do mítico e mágico para conseguir uma visão popular dos fatos - equivalia a levar às últimas conseqüências o postulado de Carpentier, que no prólogo de sua novela 'O Reino deste Mundo' (1949) havia perguntado, de forma retórica: 'Mas o que é a história da América toda, senão uma crônica do real maravilhoso?'"

CRIAÇÃO Vendeu cerca de 40 milhões de exemplares em mais de 30 idiomas.

O QUE GOSTARIA DE TER SIDO Gabriel García Márquez, o soube há muitos anos em Zurique, quando uma tempestade de neve o levou a um bar, segundo conta Eligio García Márquez em uma reportagem. "Tudo estava na penumbra, um homem tocava piano na sombra e os poucos clientes que havia eram casais de namorados. Nessa tarde soube que se não fosse escritor gostaria de ser o homem que tocava o piano sem que ninguém visse seu rosto, só para que os namorados se quisessem mais."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Viva Gabriel Garcia Marquez e toda sua solitária e centenária estirpe fantasticamente realista!!!!!!!!!!

 CARYBÉ

E prá quem ainda não acredita no impossível:

SIM, eu estou malhando (assidua e voluntariamente)! Parece piada, eu também quero rir, mas é verdade, e em matéria de humor, eu prefiro o ácido agridoce desconexo palmitesco oriundo.

Caco Galhardo!

 

Ouve essa música do Cartola ae:

Preciso Me Encontrar - Cartola

Composição: Candeia

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar

Desculpe, não me encontro no momento!

 

 

Quando - Álvaro de Campos

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.

Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim?

Serei Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.

E já que eu sumi, fiquem com o Pessoa, e/ou o Álvaro de Campos, estarão bem melhores acompanhados.

hummmmmmmmmm aaaaffffffffffffffffff

Texto de Jacques Derrida  (tradução de Pedro Eiras)

"Porque, de cada vez, e de cada vez singularmente, de cada vez insubstituivelmente, de cada vez infinitamente, a morte não é nada menos do que um fim do mundo. Não só um fim entre outros, não o fim de alguém ou de algo no mundo, não o fim de uma vida ou de um vivo. A morte não põe um termo a alguém no mundo, nem a um mundo entre outros, a morte marca de cada vez, e de cada vez contra a aritmética, o fim absoluto do único e mesmo mundo, daquilo que cada um abre como um único e mesmo mundo, o fim do único mundo, o fim da totalidade daquilo que é ou pode apresentar-se como a origem do mundo para um certo vivo, um único vivo, humano ou não.
Então, o sobrevivente fica sozinho. Além do mundo do outro, ele fica ainda de algum modo além ou aquém do próprio mundo. No mundo fora do mundo e privado do mundo. Sente-se pelo menos como o único responsável, chamado a transportar em si o outro e o seu mundo, o outro e o mundo desaparecidos, responsável sem mundo (weltlos), sem o solo de qualquer mundo, doravante, num mundo sem mundo, como sem terra mais além do que o fim do mundo."

Béliers. Le dialogue ininterrompu :
entre deux infinis, le poème (2003), p. 23


Who's gonna steal the show

Shadow Stabbing

Cake

Adjectives on the typewriter
He moves his words
Like a prize fighter
The frenzied pace of
The mind inside the cell
The man on the street
Might just as well be
The man on the street
Might just as well
The man on the street
Might just as well be

Outside, outside the world
Out there you don't hear
The echos and calls
But the steel I
Type jaw
Say it all
Say it all

But the white paint
Plastic saints
Say it all
Say it all
Say it all

Say it all
Say it all
Say it all
Say it all
Say it all
Say somebody
Has got to say it all
Somebody
Has got to say it all

I'm so nervous
I'm so tense
My heart can't forget
About this self defense
The air is so hot
and my breath comes fast
I thumb the cool blade
But I know this can't last

I thumb the cool blade
But I know this can't last

Outside, outside the world
Out there you don't hear
The echos and calls
But the steel I
Type jaw
Say it all
Say it all

But the white paint
plastic saints
Say it all
Say it all
Say it all

Say it all
Say it all
Say it all
Say it all
Say it all
Say somebody
Has got to say it all
Somebody
Has got to say it all

Yeah, adjectives
On the typewriter
He moves his words
Like a prize fighter
The frenzied pace of
The mind inside the cell

The man on the street
Might just as well be
The man on the street
Might just as well
The man on the street
Might just as well be

Buraco aleatório na textura do contínuo espaço-tempo.

Me desculpe se você as vezes acessa esse endereço eletrônico procurando divagações, aleatoriedades, psicocosmologia, desconexões e afins, e nada de novo encontra.

Isso acontece essencialmente porque eu não sei por quê.

Tudo é novo, e por isso esse "canto ficou de lado"... tantos cantos... as vezes nenhum... um espiral.

Já dizia aquele velho Carlos, por trás de seus espessos óculos: De tudo fica um pouco.

E dessa forma não precisamos passar pelas coisas diversas vezes... pelo menos não os mais espertos ou talvez os menos doces.

Aliás, eu tenho uma dúvida: capilarmente falando, será GRANADA uma cor legal?

Só isso, agora tenho que ir, mas fujo e qdo você tiver desistido de vir ler eu volto.

Bullfight Picador

ps: sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável.

"Da primeira vez..."

Mário Quintana

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...

Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

já dizia Chico Buarque:

Eu não
Eu não vou desesperar
Eu não vou renunciar
Fugir
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir

prefiro pensar que tudo isso eu faço para mim mesma, como quem canta para ouvir sua voz, como o gato que roça nos outros para afagar a si próprio, como quem dança sozinho para se sentir mais vivo.

"Era como anotasse para se libertar. Se escrevesse aquilo e deixasse ao léu, aquilo eram despetalados espinhos que iriam ficando fora da ferida”. Affonso Romano de Santánna

Preciso voltar a escrever aqui!

yes baby...

 

Who draws the crowd?
Who plays so loud?


“Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito,
como não imaginar que, sem querer, feri alguém?
Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer,
uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoa.
Imprudente ofício é este, de viver em voz alta
(Rubem Braga).

Dia 30 de março... acordei pensando em um monte de coisa...

Sonhei com um monte de coisa.

Tem acontecido tanta coisa.

depois eu conto!

Anonimato são pra os fracos;
Vivo atrás do estrelato;
Não a qualquer preço;
Mas por um valor justo!

Definitivamente, não sou figurante da minha vida.


 

não requer prática, nem tampouco habilidade

    

     As vezes tenho idéias felizes,
      Idéias subitamente felizes, em idéias...
     
                                                             Álvaro de Campos

Só prá dizer que estou muito feliz!

Bom, agora você já sabe!

One For All & All For One
eu não quero mais escrever aqui, pelo menos não por enquanto, mas hoje eu tô precisando e querendo colo, então vou tornar público um e-mail lindo que recebi já faz um tempo e que ao lê-lo de novo hoje me fez muito bem:

Oi minha amiga...
Sabe, eu tenho pensado mto em vc, a cada manhã solitária, a cada medo bobo
que não quer passar, a cada coisa legal que me acontece e a cada fim de
dia que sempre chega com o silêncio. Eu queria estar perto, só por estar,
pra testar sua franqueza, pra te tirar do sério, pra te olhar e pra
lembrar todo dia, que o mundo ainda pode revelar pessoas como vc.
Pode acreditar que eu volto, eu apareço e te pego de surpresa, pra gente
passear e fingir que uma tarde é eterna.
Um beijo, com mto amor, do seu amigo



Eu também te amo!

São pequenas grandes coisas como esta que fazem a vida valer a pena.
vai ficar no querer, eu acho

 

Me gustaría decirte
tantas cosas

Pequeños Sueños

Quise tratar de encontrarte,
caminando hasta mi casa.
Me gustaría decirte
tantas cosas

Dreams, little dreams.
Pequeños sueños.
Dreams, little dreams.
Pequeños sueños.

Nubes Son, solo sueños son
sólo nubes son sólo sueños.


Post flamejante

E hoje mais um capítulo de :

Dani chamando a responsa - episódio cozinhando com Dani!

Acabei de quase colocar fogo na minha casa pela terceira vez em 26 anos.

Ingredientes:

Fome vespertina, frigideira, óleo quente, vizinhos histéricos e jovem inabilitada para afazeres doméstico.

Modo de preparo:

Decida cozinhar e ao mesmo tempo assistir um bom filme na TV, nasça com o olfato pouco desenvolvido e junte a tudo isso vizinhos um tanto quanto alarmistas.

Misture tudo e está feita a merda... mas como sou  otimista dessa vez minha mãe não vai precisar pintar o teto da cozinha!

tsc tsc tsc não posso passar tanto tempo em casa sozinha, sou um perigo para o bem estar público e principalmente para mim mesma.

Lembrando que o ponto alto da história foi eu explicando para os vizinhos que já estava tudo sob controle e que eles não precisavam gritar, nem ligar pro bombeiro! Tudo isso no meio daquela fumaceira e todo mundo tossindo...

Ouvindo: Metallica
Música: Fight Fire With Fire

ps: "Cris, chama o Bombêro!"

Essa tal de Daniele passa mal!

É constantemente arrebatada por sentimentos estranhos à grande maioria das pessoas...

Já dizia Costa, F.G.D. 2005: Tudo se tornou mais fácil e difícil desde que eu te conheci, porém nunca mais médio nem normal!

Normal para meu padrão de normalidade... é os outros talvez tenham defeito de fábrica, uma grande série com defeito e o fabricante não pede recall. E deste modo pode-se desculpar-se: Eu não sou minha culpa, contatem o Procon!

Agora presa em sua própria liberdade, mas amanhã passa.

Por vezes eu sofro prá retirar cada palavra exposta aqui, em outras elas fluem naturalmente, contornam os obstáculos... nascem realmente, como no último texto que se encontra nessa página de entrada, e desaparecerá com o próximo post. Sobre minha paixão de primavera. Inspiradas nos olhinhos do Bi (revelação hein?! =o).

o primeiro amor passou
o segundo amor passou
o terceiro amor passou
mas o coração continua.

Carlos Drummond de Andrade

ps: e mais de 5 mil desavisados já passaram por aqui em 25 meses de blog!

Pensamentos de madrugada...

Já sinto o cheiro do café, o vento bater no rosto, a flor entregue à menina, o homem na fila do pão, o sabor amargo de um adeus, um ficar sentado no sofá, esperando o que há de vir... pois é. Tudo aquilo que não se pode ver!

Inspirado em Rodrigo Amarante

Ouvindo: Los Hermanos
Música: Pois é

Estava pensando...

Nas escolhas... os perigos e as possibilidades que cada uma representa, mas indiscutivelmente como cada escolha é também uma renúncia.

E dessas inúmeras intersecções, cá estou eu, resultado dos caminhos que percorri e também dos que não foram seguidos por mim. De tais vivências absorvo que a vida é uma experiência solitária. Há, obviamente, os que seguem ao seu lado; por vezes durante muito tempo, outros por curtos, mas marcantes momentos. Algumas pessoas que colorem a paisagem, deixando-a mais intensa, te lembrando de não se esconder da chuva, de curtir o pôr-do-sol e fazer um pedido para a primeira estrela que reluzir no céu. Há também aquelas que te acompanham nos riscos, que alguns chamam de inconseqüências, as que surgem para te ajudar a levantar após um tombo e logo depois riem com você, quando a dor for passado e representar nada mais que uma cicatriz. Outras, entretanto, ao final do percurso, na hora de se despedirem te deixam só a beira no abismo (por isso já disse que tratasse de uma experiência solitária).

E quem gosta de abismos necessita criar asas !

Como é lindo isso... a superação, o reencantar da vida.

Se eu não tivesse tentado, persistido, me superado... aprendido que os caminhos e trilhas mais ROOTS são os que ficam, os que levam as alturas e revelam as mais lindas paisagens... Se eu não tivesse escolhido “COM MUITA EMOÇÃO, POR FAVOR” ahhhh aí, absolutamente, não seria eu.

Enfim, não existe SE na construção da vida de um protagonista... não há tempo para isso.

E se você assim mesmo quiser percorrer um trecho do caminho ao meu lado, esteja ciente que o level é very hard e que eu chamo a responsa mesmo! Hehe

As perdas libertam e abrem caminho para a coragem.

* e só para não esquecer: ontem a minha vida foi temperada com ingredientes genuinamente Woody Allenianos, e isso é uma piada por si só... tô rindo sozinha! Que bom tudo isso. Que bom estar feliz!

por falar em Woddy Allen variações sobre o mesmo tema: "Nós somos a soma das nossas decisões" - filme Crimes e Pecados.

E por hoje eu escolhi escrever “só” isso.

Ouvindo: The Who
Música: Behind Blue Eyes

Bem-vindos

O verdadeiro primeiro post do ano. Ano que começou totalmente diferente do ano passado... e assim que ele se iniciou eu tive medo de desejar que fosse o que consideramos ótimo, tranqüilo e repleto de coisas boas. Depois de tudo o que passei eu senti medo, senti mentos!

Mas querendo ou não, desejando ou não as coisas acontecem... com ou sem coragem se superam as dificuldades, que seja com coragem então.

E está tudo diferente, the age of amazing feelings, absolutamente coisas boas, muito boas.

E eu que falo demais me volto prá dentro de mim mesma, tentando entender o que está acontecendo, afinal ainda não devia ser a época das borboletas no estômago, ainda não, mas a vida trata de pregar suas peças e jogar as inúteis certezas ao doce e selvagem vento. É inútil tentar ter o controle das coisas!

 

2006 Começou assim...

 

Pôr-do-sol na praia, conversas agradáveis de madrugada, visitas surpresas, as plantinhas brotando, bolas de sorvete espantando o calor e fazendo nascer sorrisos, tomar banho de chuva, confidenciar segredos, suspirar por alguém, ouvir pela primeira vez uma música linda, sentir saudade, beijo de cinema, suco de abacaxi com hortelã, marcas de sol, uivar pra lua cheia, amigos por perto, ronronar de gatos e todas as possibilidades...

 

O fim é necessariamente um começo!

 

E agora eu sei que tem gente vindo ler meus amontoados de palavras...

Tentarei ser mais presente aqui hehe!!!

 

 

Ouvindo: Darkness
Musica: Love Is Only a Feeling

 

ps. Expus-me demais para o padrão desse blog, mas não vou apagar... agora enquanto escrevo é isso, depois não sei mais.

 

 

idas e vindas

A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto
O farol fecha...
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando... do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde... próximo... seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu
O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi... calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe... que coisas são essas

(Amém - O Teatro Mágico)

não gosto de colocar músicas aqui... mas essa foi a primeira música que ouvi qdo acordei no dia do meu aniversário 6 dias atrás, é combina com hoje... explica umas coisas prá mim mesma. Porque tem gente que acha que sabe demais e não sabe de NADA, nunca soube... puta que pariu !!!

Best Of You

Foo Fighters

I’ve got another confession to make: I’m your fool
Everyone’s got their chains to break, holdin’ you

Were you born to resist or to be abused?

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Are you gone and onto someone new?

I needed somewhere to hang my head without your noose
You gave me something that I didn’t have but had no use

I was too weak to give in, too strong to lose
My heart is under arrest again but I break news

My head is giving me life or death but I can’t choose
I swear I’ll never give in, I refuse

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith? It's real, the pain you feel
You trust, you must, confess

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Oh...

Oh... oh...
Oh... oh...

Has someone taken your faith? It's real, the pain you feel
The life, the love, you die to heal

The hope that starts, the broken hearts
You trust, you must, confess


Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

I’ve got another confession, my friend: I’m no fool
I'm getting tired of start it again somewhere new

Were you born to resist or be abused?
I swear I’ll never give in, I refuse


Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith? It's real, the pain you feel
You trust, you must, confess

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Ps.: Há pelo menos duas formas de passar noites acordada... uma volta em torno do sol depois colando figurinhas difíceis no álbum.

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Mulher, a Vida o Universo e Tudo Mais

 
Visitante número: