Faz tempo...

Faz um tempo q eu nào escrevo, que eu não saio para me divertir, q eu não vejo meus amigos. Eta vida besta !

Lyza eu escrevo para mim, mas também para vc... em quem penso todos os dias e sinto q de alguma forma olha pelos meus passos. Minha irmã !
"Existe um ser que mora dentro de mimcomo se fosse casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustrosoque apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é únido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chama-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez."(Clarice Lispector)
Existem coisas q a gente lê e pensa:

Poderia ter sido eu quem escreveu.... caso pudesse apresentar ao mundo, os moradores q me habitam... caso eu não tivesse medo de encontrá-los cara a cara, se não tivesse medo de ser bela, ser nua, ser os tantos eus, gênios díspares, libertos, etéreis...

Se Eu Morrer Novo

(Alberto Caeiro) 

 Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força.  Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam, 
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.

Puta Estranho !

"As circunstâncias políticas, por exemplo, podem obstruir nossa evolução e o nosso crescimento pessoal. Uma pressão exterior é capaz de nos tolher. Só quando podemos desenvolver livremente as possibilidades que nos são inerentes é que podemos viver como pessoas livres. Apesar disso, somos governados pelo nosso potencial interno e pelas circunstâncias exteriores." (Espinoza)

Baruch Spinoza foi um filósofo holandês que viveu de 1632 a 1677, era um cara bem estranho, e tinha umas idéias bastantes interessantes, como por exemplo: ele contestava a bíblia, e achava q quando a lêssemos devíamos sempre considerar a época em que foi escrita, ou seja uma interpretação, ou ainda em outras palavras heresia. Sua filosofia apresenta uma idéia bastante particular de Jesus (parecida com a minha) e do cristianismo, o q o torna muito interessante. Ele foi humilhado e perseguido por pensar dessa maneira tão particular (ou será que muitas pessoas já não compartilhavam de seu pensamento?). Estou falando dele por ser um defensor da liberdade de opinião e da tolerância (eu mesma não me acho muito tolerante, uma pena !). Esse foi só um convite, se quiserem ler mais sobre Espinoza procurem na seção de filosofia nas livrarias, mas já adianto q mesmo aí ele continua um pouco ignorado, já q é difícil encontrar títulos sobre ele. Como seria Espinoza hoje ? Seria ele obstruído pelas circunstâncias políticas do mundo ? Como eu acho q a gente é ? E nós? Vamos ser assim para sempre e sempre ?

 

Enxergar a si mesmo, com os olhos fechados.

Futuramente escreverei as coisas em que acredito e as quais não acredito, mas isso já dá uma idéia do que eu sou feita: Um único ser é a causa completa e absoluta de si mesmo e pode agir em liberdade plena.

isso é um test-brog

Bom dia... mais um dia de sol aqui na terra-média unicamp.

continuarei os experimentos ultra hi tech para desvendar a solubilização do chumbo no trato gastro-intestinal humano, se por acaso, esse individuo mamífero, bípede, provido de consciência, alma e razão vier a ingerir solo contaminado com tal metal pesado, não essencial e portanto tóxico ao organismo.

agora preciso trabalhar

mas antes: nesse fim de semana eu e o lucas-fofo, assistimos dois filmes: em nome de deus e sexo amor e traição... achei legal os dois filmes, o primeiro tem uma fotografia bem bacana e é do reino unido e o segundo é um filme nacional diferente, digamos q é apenas entretenimento e cumpre bem esse propósito é divertido (recomendo q se veja com seu respectivo par romântico).

bom dia de novo!

escrevi isso em março de 2003, mas ainda é bem atual... prá começar:
Uma vez eu levei 9 meses para nascer; e agora eu sei, irá demorar muito mais, afinal são tantos os tecidos a serem formados, quão complexo é esse ser que surgirá desse novo nascer. Demorará muito mais, pois é preciso esquecer tudo, tudo o que acumulei, tudo o que carrego sei lá porquê. Paciência para nascer de novo e amor também. Se bem que eu sou todas essas escolhas.
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