Estou clichê... Deixa eu ! (perdi seu primeiro show internacional !!!!)

Sobre Nós Dois E O Resto Do Mundo (Frejat/ Maurício Barros/ Mauro Sta. Cecília)

Seu olhar me acompanha
Do outro lado da rua
Um sorriso, discreto
E hoje a noite é minha
Seu andar folgado me chama
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Ela vibra como criança
Vestida, pra mim está nua
Dormindo é quase uma santa
Nasceu sorrindo pra lua
Seu andar folgado me chama...
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo

Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo

Eu até sonhei com isso...
As coisas mais loucas com ela eu arrisco
Com ela eu arrisco

Sin perder la ternura

Que falta que você me faz... companhia perfeita. E agora que saudade sinto de Buenos Aires também!

 

 

 

iupiiiiiiiiiiiiiii

Acabou... consegui fazer tudo o que precisava, tá certo que isso me custou muitas horas de sono, mas depois do efeito Buenos Aires eu não reclamei de nada. Infelizmente não tive tempo de escrever sobre a viagem, mas a terra do dulce de leche mas rico del mundo roubou um pedaço do meu coração, foi difícil ter que voltar, mas há sempre coisas que precisam ser feitas pessoalmente e, de volta ao Brasil e a rotina, me deparei com situações extremas (quem sabe eu ainda não consigo um tempinho para voltar e escrever sobre isso!) como por exemplo: eu vou me mudar! Adios periferia.... e eu nem sei se isso é bom ou mau.

 

Buenos Aires

a cidade dos Balcões

Vista do balcão do Lucas.

 

 

 

A MINHA VIDA em movimento

Dedico essa poesia a minha querida vovó Leda

Walt Whitmann

"Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser
os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade."
E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?"

nenhuma palavra
  
Tô eufórica!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Adão Iturrusgarai (muito bom!!)

 

Huahuahua... eu tenho uma bolsa da Hello Kitty. Olha Danilo, a gente no asilo, lembrando do show do Metallica!

Essa foi para descontrair !

O nosso tempo é demasiadamente rápido................. Peraí, agora vamos mais devagar!

É quinta-feira, parece que eu fui teletransportada do último final de semana prá hoje. Tudo bem: eu consigo lembrar de algumas coisas que aconteceram nesse intervalo de tempo, em sua maioria coisas ruins, mas nada tão ruim que eu não possa consertar.

Talvez esse seja meu último post antes da viagem, a tão aguardada viagem.

Explicação aos Desavisados: eu encontrei, quando não quis, mais procurar, O MEU AMOR.... só que ele foi estudar em Buenos Aires, e já se passaram 2 meses sem que eu possa olhar nos seus olhos, mas... sábado eu vou ao seu encontro, que só vai acontecer na segunda, porque eu vou de busão! Estou ansiosa, feliz, com medo, tudo isso junto e bem intenso.

Vários preparativos, diversos planos e algumas recomendações.

Infelizmente aqui acaba esse post, sem fazer justiça ao alvoroço que agora mora em mim e a esperança de em breve voltar a ter uma plenitude que eu não consegui buscar sozinha (apesar de ter tentado)!

Acho que escreverei novamente só quando voltar, depois do dia 25 de outubro, e enquanto isso, como já é da nossa rotina, a gente vai reencantando a vida, realizando nosso milagre de cada dia, por mais difícil que seja.

Procurei uma foto bem linda minha e do Lucas para ilustrar esse post, mas não achei... fica para a volta!

Daqui a pouco: Programa Hermanos Tabasco na rádio Muda!


Mais Bertold Brecht

DE QUE SERVE A BONDADE
1
De que serve a bondade
Se os bons são imediatamente liquidados, ou são liquidados
Aqueles para os quais eles são bons?
De que serve a liberdade
Se os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão
Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam?
2
Em vez de serem apenas bons, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor: que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!
Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio.

Bertold Brecht

Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."

Guto: eu sempre gostei muito dessa música, mas escutando ela direito percebi que ela é a sua cara... vamos tocar na Muda essa semana!

Os Paralamas Do Sucesso

Dos Margaritas

Fazer um desenho nas costas da mão
Despir a consciência das dores morais
Jogar uma vaca do décimo andar
Viajar sobre a lua que varre os sertões

Uma ostra chilena, um beijo em Paris
Se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
Se Vital escrevesse a constituição
Se eu nunca quisesse quem nunca me quis

Ser dois e ser dez e ainda ser um
Se a vingança apagasse a dor que eu senti
Seco, reto, isento, amoral
Se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz

Tudo isso me faria feliz
Absurdos me fariam feliz
Pero nada me hará tan feliz
Como dos margaritas

Rádio MUDA 105.7 MHz- Programa HERMANOS TABASCO. Toda quinta das 12:00hs às 13:00hs.

Apresentação: Dani (eu), Palmitão, Gutinho e a ilustre presença de Gustavo Augusto (a voz dos apaixonados =o).

Ajude na programação musical.... peça uma música aí, vale qualquer uma, de qualquer estilo e aproveite para mandar seu recado também !!

Para ouvir a Muda pela Internet acrescente o endereço abaixo ao seu tocador de mp3:
http://radio.uk1.indymedia.org:8600/muda
ou
http://orelha2.radiolivre.org:8080/muda

Nasce no dia 2 de outubro de 1869 na Índia ocidental Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como Mahatma (grande alma)

gandhi"Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.”

"O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade."

"Mahatma" Gandhi permanecerá, para sempre, como símbolo da resistência pela não-violência.

Não há guarda-chuva contra o amor

A Carlos Drummond de Andrade

(João Cabral de Melo Neto)

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.

Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.

Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.

Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

Manhã de ontem

Rotina matutina, tudo habitual, me preparo para sair de casa, atravessar a cidade, viver (as vezes parece que, realmente, enfrentarei o dia - a batalha). Esse amanhecer em especial era frio, e eu achei isso bom.

Ano eleitoral.... depois de 14 anos a voçoroca em frente a minha casa virou um aterro, e agora toma corpo de um centro esportivo para os jovens da periferia (fico devendo um texto sobre o paradigma de morar na periferia e estudar na UNICAMP)... não é "exatamente" sobre isso que quero falar hoje.

O que desejo contar é que ao caminhar para o ponto de ônibus na manhã de ontem eu notei que depois que a máquina passa revirando a terra do aterro, cerca de 5 pessoas garimpavam aquele solo, prá mim aparentemente estéril (linguajar geológico-restrito! se é que vc me entende)... fiquei pensando, muito, mas não importa agora em quê... porque havia sentado embaixo da árvore, na beirada do terreno, naquele frio um menininho de aproximadamente 4 anos chorando! Perguntei a ele porque chorava e ele não respondeu... perguntei se ele queria bolacha, e ele fez que sim com a cabeça diminuindo um pouco o choro. Nesse momento eu percebi que de dentro de um desses carrinhos que as pessoas carregam materiais para reciclar, tinha uma cabecinha me olhando, uma menina de uns 8 anos. Perguntei porque ele chorava e ela disse que era porque queria a mãe (que estava com os outros adultos procurando algo que, provavelmente, não tem serventia alguma para mim, mas teria utilidade para sua família, de alguma forma). Fiquei sem graça, voltei a oferecer a bolacha, ela aceitou e pedi que dividisse com o menininho,  que nesse momento parou de chorar. Fui embora... senti raiva de mim por ter esquecido de dar o suco que eu tinha na mochila... estava impotente, tive raiva e não soube exatamente por quê. Talvez porque o dia, apesar desse encontro, continuava igual a todos os outros, cada qual ocupado com suas pequenas preocupações e tarefas diárias... 

E eu apesar de me empenhar em fazer o melhor que posso,  todos os dias, me senti frustrada e incapaz. Me senti pequena, do tamanho da vida que sugerem que eu construa para mim...

fotos para matar a saudade!

Show da banda Lucas Cover (mateus stelini, lucas, celão e mateus loner), na sua única apresentação em comemoração a ida do Lucas para Argentina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Essas fotos eu peguei no album do stelini no orkut... e sinceramente, eu espero que o Totinho não coma a minha passagem para Buenos Aires!

melancolia

 me sinto sozinha...

olha que louco: a princípio me parece ser uma coisa ruim (devido ao carater virtual intríseco =o), mas me sinto menos só quando leio alguns posts com os quais me identifico. Posts inteligentes, otimistas, culturais, de humor refinado, ingênuos, indignados... parece pedantismo construir essa relação, mas estou tratando de parâmetros pessoais, portanto essa concepção dos textos é válida somente para mim.

Sinto falta de ter com quem conversar. Conversar sobre o que eu preciso dizer. ME FALTA UM ESCUTADOR!

Essa introspecção em excesso me faz demasiadamente melancólica e um pouco triste, por isso vim dizer prá mim mesma: continuar no caminho certo, mesmo se não for fácil ! "Eu não vou mudar não, eu vou ficar são mesmo se for só, não vou ceder. Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim. E no final assim calado eu sei, que vou ser coroado rei de mim."

Dia 11 eu chego em Buenos Aires: como será viajar sozinha? Sair do país? Reencontrar o Lucas?

Lucas... até logo!

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